sexta-feira, 2 de maio de 2014

Pequenos agricultores apostam na produção de adubo para hortaliças


20/04/2014 08h15 - Atualizado em 21/04/2014 08h46
Pequenos agricultores apostam na produção de adubo para hortaliças

Composto tipo bokashi é muito usado na agricultura orgânica.
Bokashi pode ser feito na propriedade mesmo; confira receita.


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Nem sempre produtos orgânicos são menores ou mais marcados pelo ataque de pragas. EmNova Friburgo, Região Serrana do Rio de Janeiro, os donos de uma propriedade, Jovelina Fonseca e Luiz Paulo, começaram a cultivar hortaliças depois da aposentadoria.
Um dos principais adubos colocados na terra é um pozinho, um composto do tipo bokashi.
O composto tipo bokashi é uma mistura de farelos com microorganismos que promovem a fermentação e transformam o material em um adubo muito usado na agricultura orgânica.
Ana Paula de Siqueira, Empresa de Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Pesagro), ensina como fazer o composto. “Têm duas formas de preparar, uma é aeróbica, que você prepara ao longo de uma semana, revirando todos os dias, e o outro jeito é anaeróbico, sem ar, feito ensacado ou em bombas, onde não é preciso ficar revirando, mas leva 20 dias para ficar pronto”, diz.
Para fazer o composto suficiente para oito mil pés de alface são usados:
- 60 quilos de farelo de trigo
- 50 quilos de torta de mamona
- 30 litros de água sem cloro
- 1 copo de inoculante
- 1 copo de açúcar mascavo
O processo começa misturando bem os dois farelos. Depois vem o preparo da calda, onde a primeira coisa é a água de boa qualidade, sem cloro. Depois, utiliza-se o inoculante, o fermento, que no caso é o EM ou microorganismos eficientes, misturados na água.
O EM é essencial para a produção do composto. Não é muito fácil encontrá-lo para comprar, mas dá para fazer na propriedade. Clique aqui e acesse a receita.
O próximo ingrediente é o açúcar mascavo, que pode ser substituído por melaço de cana. Misture bem e jogue a solução sobre os farelos aos poucos com um regador. O material vai sendo revolvido para absorver o líquido e ficar homogêneo.
“O ponto certo é o ponto da umidade. A gente amassa um bolinho e ele fica inteiro, mas se você apertar ele se desfaz”, explica Ana Paula.
O material pronto é colocado em bombonas, bem vedadas porque o processo de fermentação será anaeróbico, sem ar. O material fica fechado por 21 dias.
Valderinha Bento da Rosa trabalhou em um sítio vizinho onde tudo é feito no sistema orgânico e ficou encantada. “Só de parar de usar veneno, já foi muito bom, melhorou bem a minha saúde”, diz.
Junto com a filha, Mirian Cordeiro, que é técnica agrícola, e alguns vizinhos, a agricultora fez um curso e aprendeu a produzir o composto. “Acho que o bokashi é uma espécie de ouro que o pessoal tem que descobrir”, diz Mirian.
Paulo Filgueiras
Assessor de Comunicação Programa Rio Rural - Região Serrana
Secretaria de Estado de Agricultura e Pecuária do Rio de Janeiro
(22) 99967-1799
MTb 9122/MG



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