terça-feira, 6 de novembro de 2012

FEIRA DA AGRICULTURA FAMILIAR - MARINA DA GLÓRIA

Diversidade será a marca da agricultura familiar fluminense no Brasil Rural Contemporâneo 2012

Para melhor explorar e manter-se competitivo nos novos espaços de comercialização e geração de renda surgidos com os Programas de Aquisição de Alimentos (PAA) e de Alimentação Escolar (PNAE), o agricultor familiar do Rio de Janeiro desenvolveu visão estratégica de negócios e diversificou a lavoura, agregando valor à produção, tornando-a capaz de atender às necessidades de mercados cada vez mais exigentes.

O resultado prático dessa mudança de comportamentos e métodos poderá ser visto e experimentado durante o VIII Brasil Rural Contemporâneo, feira nacional da agricultura familiar que acontece de 21 a 25 de novembro, na Marina da Glória, na cidade do Rio de Janeiro.

Produtos para todos os gostos

Nos estandes do RJ, os visitantes da feira encontrarão um cardápio variado, com itens como: cachaças artesanais; licores; quibes e croquetes de peixe e camarão; filé de pescado; linguiças e embutidos de carne suína; pastas e antepastos; filé de truta defumada; queijos diversos; iogurtes; polpas de frutas em compota; geléias; frutas regionais e da época; biscoitos; doces de leite e de frutas variadas; bordados, bolsas e chinelos em fibra vegetal, e derivados de mel, dentre outros produtos.

Uma fartura de sabores, aromas, texturas e riquezas que representa a combinação entre os frutos da agricultura tradicional e orgânica, do extrativismo e da agroindústria, somados ao saber tradicional e ao talento do agricultor, do quilombola, do pescador, do assentado da reforma agrária, das mulheres do campo e dos povos indígenas.

Reunião preparatória

Um pouco dessa variedade produtiva foi revelada durante o encontro preparatório para o Brasil Rural Contemporâneo, promovido pela Delegacia Federal do Desenvolvimento Agrário no RJ (DFDA/RJ), nesta terça-feira (30/10), na sede da União das Associações e Cooperativas de Pequenos Produtores do Estado do Rio de Janeiro (Unacoop).

A reunião contou com todos os expositores que representarão a agricultura familiar fluminense na feira nacional e serviu para a apresentação dos produtos que serão comercializados, bem como para o compartilhamento de informações sobre as regras do evento.

Para o coordenador estadual da feira e delegado-substituto da DFDA/RJ, Sérgio Coelho, todos os produtores selecionados estão preparados para o desafio de mostrar os resultados de todo os investimentos e esforços coletivos feitos para melhorar a qualidade da agricultura familiar e a vida do pequeno produtor rural do Rio de Janeiro.

“Os investimentos públicos e, principalmente, a vontade de crescer do próprio trabalhador rural possibilitaram a evolução da nossa agricultura (familiar), que hoje conta com produtos de altíssima qualidade. Eles fizeram sucesso nas últimas edições da Fenafra e certamente superarão o desempenho nesta próxima”, afirma Coelho.

Garantia de bons negócios durante e depois

Um dos expositores do RJ, o produtor de cachaça Sérgio Peralta (o Pilão), de Paty do Alferes, compartilha a mesma certeza demonstrada pelo delegado-substituto e fala com o otimismo de quem confia na qualidade do seu produto e carrega a experiência de ter participado de todas as edições da feira realizadas.

“A venda no local sempre é excelente e na última edição tive até que trazer mais mercadorias para dar conta dos pedidos. Mas a principal vantagem (da feira nacional da agricultura familiar) são os consumidores fiéis que fazemos. Acabei de mandar mais uma remessa para um cliente que conquistei na feira ocorrida em Brasília, há cinco anos. Isso é bom para a divulgação e o fortalecimento da marca”, avalia o produtor.

Sucesso começou com diversificação

Na fazenda Guaribu, - imóvel rural que pertence à sua família há gerações - Pilão utiliza alambiques e tonéis para produzir e armazenar cachaças tradicionais, envelhecidas ou misturadas com melado. Uma atividade tradicional que precisou ser resgatada, já que durante muito tempo a fazenda trocou a destilação da cana pelo cultivo de tomates.

“Só que o tomate não tem como guardar. Ele estraga. Então pensei que era o momento de diversificar e comecei a recuperar equipamentos e a retomar a fabricação da cachaça, que é um produto que permite a agregação de valor. Em pouco tempo ela superou o tomate e tornou-se o carro-chefe da nossa fazenda, com 96 mil litros produzidos anualmente”, explica.

Mas a diversificação não foi a única estratégia utilizada por ele para alavancar sua agroindústria familiar. Com o bagaço da cana-de-açúcar usada na fabricação da cachaça o produtor alimenta a caldeira onde processa mais de vinte tipos de doces.

“Assim, o tomate, que já foi nossa principal atividade, ganhou vida nova e agora é comercializado em conserva e na forma de geleia, misturado com pimenta”, conclui Pilão.

Alimentos orgânicos

Além da delegação de expositores, a agricultura familiar do Rio de Janeiro também estará representada no Brasil Rural Contemporâneo através da Associação de Agricultores Biológicos do RJ, oferecerá aos visitantes alimentos orgânicos para consumo no Espaço de Alimentação do evento.

Por:
Sidney Dantas

Técnico em Comunicação Social/ Jornalista
MTb 1304/DRT-PA
Assessoria de Comunicação
Delegacia Federal do Desenvolvimento Agrário (DFDA) RJ
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